Contexto e Caracterização Geral do Agrupamento.. 1

Caracterização Administrativa e Histórica. 1

Biografia do Patrono – Cónego Dr. Manuel Lopes Perdigão. 1

Contexto Físico e Social 3

Breve Caracterização Sociocultural das Freguesias 5

Caxarias 5

União das Freguesias de Rio de Couros e Casal dos Bernardos 6

Espite. 7

Urqueira. 9

 


1. Contexto e Caracterização Geral do Agrupamento

 Caracterização Administrativa e Histórica

 

No Ano de 1989 é criada a Escola C+S de Caxarias, através da portaria nº 823/89 publicada no Diário da República nº 214 de 16/09/1989, tendo entrado em funcionamento no ano lectivo 90/91 e sendo inaugurada no dia 4 de Julho de 1991 por Sua Exa. o Sr. Secretário de Estado Dr. José Augusto Perestrelo de Alarcão Troni. A 27 de Abril de 1995, pelo despacho nº 52/SSEAM/95 passou a denominar-se Escola Básica do 2º e 3º Ciclo do Ensino Cónego Dr. Manuel Lopes Perdigão. Esta denominação surge por proposta do Conselho Executivo com parecer favorável do Conselho Pedagógico em homenagem ao Cónego Manuel Lopes Perdigão, benemérito da Escola pela doação de parte do seu espólio pessoal.

No ano lectivo de 1998/99, por Despacho do Sr. Director Regional, Dr. António Sardinha, de 20/04/1998, a Escola torna-se sede de um Agrupamento Vertical de Escolas de acordo com o estipulado no novo regime de Autonomia, Administração e Gestão dos Estabelecimentos de Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário (Dec. Lei nº 115A/98). Em 2002, pelo aviso nº 4692/2002, publicado em Diário da República, adota a denominação atual de Agrupamento de Escolas Cónego Dr. Manuel Lopes Perdigão. 

O Agrupamento desenvolveu-se pelo extremo norte do concelho de Ourém (vd. Figuras 1,2 e 3) e respetivas freguesias: Caxarias, União das Freguesias de Rio de Couros e casal dos Bernardos, Espite, e Urqueira, com uma área de cerca de 120 Km2. Envolve atualmente 7 escolas do 1º Ciclo e 7 Jardins de Infância. A população escolar de cerca de 500 alunos, tem vndo a decrescer ao longo dos anos.

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Biografia do Patrono – Cónego Dr. Manuel Lopes Perdigão

Manuel Lopes Perdigão, nasceu no dia 2 de Novembro de 1917, filho de Manuel Lopes Perdigão e de Carlota Jesus Pereira.

Frequentou a instrução primária em Pisões, afirmando posteriormente ter gratas recordações do seu Mestre, o professor Aires Gonçalves Serra.

O gosto pelo saber desde cedo se manifestou, percorrendo toda a sua carreira escolar com distinção.

     Em 1929 é admitido no seminário de Leiria, que conclui em 1936. Paralelamente ingressa na Universidade Gregoriana, em Roma, onde se licenciou em Teologia.

     É ordenado em Outubro de 1940, pelo bispo de Leiria D. José Alves Correia da Silva.

     É nomeado prefeito do Seminário de Leiria, onde inicia a sua atividade docente como Professor de Matemática, Biologia, Química, Mineralogia, Ciências Geográficas, Botânica e Física.

     A sua vocação para as ciências físicas e eletrónicas associada à grande destreza manual, levam-no a construir em 1948 um emissor-recetor e integrar o círculo dos Rádio-Amadores. Sendo de realçar a particularidade de, além de adquirir peças, ser o próprio a construir pessoalmente as que necessita para os seus projetos que ele mesmo monta, numa polivalência de saberes e experiências dignas de Mestre.

     A componente prática da sua vida, o interesse pelas várias áreas do saber, não o fazem descurar a sua vocação religiosa. Em 1945, no Sínodo e Tetracentenário Diocesano, é nomeado Cónego da Sé de Leiria. Ocupando o lugar de assistente de todos os organismos da Ação Católica Diocesana entre 1943 e 1957. Ocupou ainda os cargos de Pároco da Sé de Leiria, Vice-Reitor e reitor do Seminário e assistente diocesano dos Servitas de N.ª S.ª de Fátima. Contribuiu ainda para a criação da freguesia civil e religiosa de Caxarias.

     Apesar da doença, motivada por excesso de trabalho, da qual recuperou, nem por isso deixou de continuar as suas atividades de interesse público. Em 1983 recebe o título de Monsenhor.

     O seu espírito aberto, tolerante e consensual, associado às suas convicções, princípios e simplicidade levam-no a tomar decisões públicas que reforçam ainda mais, em todos os que o conhecem, apreço e reconhecimento. Ao ser confrontado com a possibilidade de se tornar Patrono desta Escola e consequentemente lhe dar o nome proferiu o seguinte: “Não me façais isso, não sou digno de tal honra”.

     Estas qualidades levam-no em 1994 a ceder à Escola C+S de Caxarias o seu vasto espólio cultural e científico, facto que muito honrou este estabelecimento de ensino. Reconhecimento que se evidenciou na sua nomeação como patrono da Escola.

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Contexto Físico e Social

A área de influência deste Agrupamento Vertical de Caxarias (vd. Figuras 1, 2 e 3), estendeu-se, assim, integralmente aos territórios geográficos das freguesias supracitadas, sendo que nestas a atividade económica da indústria de transformação de madeiras, a metalomecânica pesada, a construção civil, e outras de índole comercial, são as dominantes.

 

Figura 1 – Mapa do distrito de Santarém

Figura 2 – Mapa do Concelho de Ourém e inserção geográfica do Agrupamento

 

De uma forma geral, os mais velhos dedicam-se ainda à agricultura e exploração florestal, complementada com a sua reforma, muitas vezes adquirida em França e os mais jovens, ainda fixados, à construção civil ou trabalham como operários em oficinas, serrações e metalúrgicas.

Não obstante todos os condicionalismos negativos que uma situação de interioridade implica, tem-se verificado nos últimos anos um bom ritmo de crescimento, económico/social, já que culturalmente a “Escola” continua a ser/polarizar a principal alternativa cultural existente no meio, com exceção de atividades de índole desportivo e de competição.

Figura 3 – Mapa do Território Geográfico do Agrupamento

 

A Escola Sede do Agrupamento situa-se numa vila recente onde se tem verificado um significativo ritmo de crescimento económico/social e que a seu tempo poderá vir, urbana e culturalmente, a caracterizar distinta e sociologicamente a sua população autóctone, no interior da restante população escolar de características mais rurais, este fenómeno que embora ainda sem grande impacto já evidencia algumas diferenças socioculturais entre as populações discentes das várias Escolas do Primeiro Ciclo / Jardins de Infância do Agrupamento de Escolas, carecendo de certa atenção e tratamento e até de estudos aprofundados pelo gabinete de psicologia e orientação, quando existir.

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Breve Caracterização Sociocultural das Freguesias

Apresenta-se uma breve caracterização sociocultural das diversas freguesias que constituem o Agrupamento, segundo dados recolhidos em http://www.distritosdeportugal.com/ e dos censos de 2011, complementada com algumas fotos das Escolas e Jardins das mesmas. No total o Agrupamento serve 7770 pessoas, tendo-se verificado um decréscimo populacional de 9,6% em relação a 2001.

 

Caxarias

Povoação antiga, Caxarias surge já mencionada num documento de 1478, sob a forma de “Aldeia de Cacheyrias”. Este mesmo escrito faz também referência a um mosteiro que aqui terá existido. Tratava-se da Abadia dos Tomaréis, à qual D. Afonso Henriques entregou carta de couto em Março de 1172, mas que acabou por ser extinta em meados do século XVI.

Segundo estudos etimológicos, o topónimo “Caxarias” é um derivado de “Caxaria”, que por sua vez provém do português arcaico, significando “terreno onde há carvalhos”.

Caxarias é elevada a freguesia a 9 de Junho de 1947 pela desanexação de Seiça. A introdução da linha férrea do Norte promove o incremento de um novo ritmo económico, centrado sobretudo na indústria e no comércio. Assim, em 1995, Caxarias é elevada à categoria de Vila. Atualmente a Sede de Freguesia é constituída por prédios, espaços comerciais, restauração, indústria, estabelecimentos de ensino, entre outros.

De acordo com os dados dos Censos, em 2011 a sua população é de 2 164 habitantes, tendo-se verificado uma diminuição de 3,13% em relação aos censos de 2001.

 

Figura 4 – EB1/JI de Pisões

 

 

Figura 5 – EB1/JI de Carvoeira

 

 

 

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União de Freguesias deRio de Couros eCasal dos Bernardos

Com a reforma administrativa de 2013, as freguesias de Rio de Couros e Casal dos Bernardos deram origem a uma nova entidade administrativa - União das Freguesia de Rio de Couros e Casal dos Bernardos. Uma vez que não existem dados conjuntos da agregação, as freguesias são apresentadas de forma autónoma.

Rio de Couros

A freguesia de Rio de Couros dista cerca de treze quilómetros da sede do concelho, possui uma área de, aproximadamente, 21 Km2.

Conforme testemunham os vestígios arqueológicos encontrados na região, o povoamento deste território terá sido muito anterior à fundação da Nacionalidade, recuando, pelo menos, ao período romano. Desconhece-se a data exata da criação da Freguesia de Rio de Couros. Sabe-se que durante muito tempo a igreja foi anexa à da Freixianda e existe um documento de D. Álvaro, Bispo de Leiria, datado de 27 de Fevereiro de 1729, pelo qual o prelado sugere ao cabido da colegiada que a freguesia de Freixianda fosse dividida, formando-se a de Rio de Couros.

Tendo em conta os Censos realizados no ano de 2011, a freguesia de Rio de Couros acolhia, à data 1877 residentes, tendo-se verificado um decréscimo de 12,1% em relação a 2001.

 

Figura 6 – EB1/JI Rio de Couros

Figura 7 – EB1 da Sandoeira

 

Figura 8 – JI da Sandoeira

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Casal dos Bernardos

A Freguesia de Casal dos Bernardos herdou o seu nome devido à presença dos Monges de Alcobaça conhecidos por Bernardos. A Freguesia foi desmembrada administrativamente da Freixianda em 18 de Abril de 1964.

De acordo com os dados dos Censos realizados no ano de 2011, a freguesia de Casal dos Bernardos acolhia então cerca de 929 residentes, tendo-se verificado um decréscimo de 10,8% em relação a 2001.

Figura 9 – EB1/JI Casal dos Bernardos

Figura 10 – JI de Casal dos Bernardos

 

 

 

 

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Espite

A freguesia de Espite saiu do concelho de Pombal para o de Ourém, a 24 de Outubro de 1855. Foi-se desmembrando, ao longo dos tempos, para a criação de novas freguesias. Assim, perdeu lugares que deram origem às Freguesias da Caranguejeira, concelho de Leiria, e de Matas e Cercal.

Espite é hoje uma Freguesia marcada pela emigração e, embora menos extensa do que outrora, não é destituída de vida própria, reunindo postos de trabalho, equipamentos sociais e desportivos dinamizadores da população.

De acordo com os Censos do ano de 2011, a freguesia de Espite acolhia então cerca de 1103 residentes, tendo-se verificado um decréscimo de 13,5% em relação a 2001.

 

Figura 1 – JI/EB1 de Espite


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Urqueira

A Freguesia de Urqueira foi desanexada de Olival em 1928, revelou-se no último quartel deste século como uma região de grande importância arqueológica, tendo vindo a merecer uma atenção especial por parte de diversos estudiosos que não hesitam em considerá-la uma das freguesias historicamente mais ricas do concelho.

De acordo com os dados obtidos nos Censos realizados em 2011, a freguesia de Urqueira contava então 1 1697 residentes, tendo-se verificado um decréscimo de 11,1% em relação a 2001.

Figura 13 – EB1 de Urqueira (A Funcionar em regime de excepção)

Figura 14 – JI de Urqueira

Figura 15 – JI da Mata

Figura 16– EB1 da Mata

Figura 17 – EB1/JI de Urqueira Norte

 


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