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Uma Aventura…Literária 2017Imprimir

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A criatura do Bem

Naquele dia cinzento, resolvi fazer uma experiência para criar uma poção para usar nos meus colegas que sofrem de mau-humor. Mas, tive a péssima ideia de utilizar o cálice de prata da minha mãe e a experiência não me correu muito bem: ficou um cheiro pestilento por toda a casa, que me deixou com náuseas e pouca vontade de rir.

Apesar do dia nublado, resolvi ir dar um passeio para recuperar energias e aliviar os meus enjoos. Aproximei-me da orla da Floresta Negra que rodeava a nossa casa. A minha mãe tinha-me recomendado, vezes sem conta, para jamais ousar entrar nessa densa confusão de árvores. Mas, naquele dia, a tristeza por ter falhado numa experiência que eu considerava infalível deixou-me o espírito turvo e, por isso, desobedeci.

Espantada com tanta beleza natural, acabei por caminhar sem destino, maravilhada com a deslumbrante Mãe-Natureza. De repente, fiquei frente a frente com uma criatura que me deixou boquiaberta: era um ser muito semelhante a um dragão. Porém, algumas características deixaram-me confusa: possuía cornos de minotauro, uma cauda de pato enfeitava-lhe o traseiro felpudinho, caminhava graças a duas pernas de pinguim, possuía asas de Fénix, as escamas brilhavam de tal ordem que tive de semicerrar os olhos… Dei-me conta de que eram topázios, esmeraldas, e diamantes que lhe cobriam todo o corpo. Em vez de soltar fogo pelas narinas, soltava bolhinhas de sabão que se elevavam pelos ares e com as quais as aves brincavam.

Esta visão deixou-me encantada, por isso aproximei-me…O maravilhoso ser espalhava um perfume a pastilha elástica de morango e frutos silvestres, enquanto rebolava, que nem cachorrinho, no chão. Um sorriso desenhou-se no meu rosto: tinha de me tornar amiga deste esplêndido animal! Não podia deixar escapar a oportunidade de conhecer melhor esta criatura tão encantadora!

Com voz harmoniosa, o simpático dragão contou-me que pertencia ao Reino da Fantasia e que só era visível aos olhos das crianças. Estava ali, ou onde fosse necessário, para proteger as crianças do medo e estava satisfeito com os resultados da sua missão. Contou-me que, sempre que uma criança entristecia, uma das pedrinhas preciosas do dorso deixava de brilhar. Deu-me, ainda, algumas dicas para que as minhas experiências científicas, ao falharem, não deixassem nenhum fedor pela casa. Fiquei boquiaberta com tanto conhecimento e comovida com a sua bondade. Ficámos ali a conversar durante horas…Observámos a maravilhosa natureza que nos rodeava e rimos com as tropelias das crias dos javalis, com os saltinhos das corças e com as brincadeirinhas dos esquilos. Chamou-me a atenção para a importância de nos maravilharmo-nos com o esplendor de cada bichinho que povoa o nosso planeta, para a necessidade de cuidarmos dele. Mostrou alguma tristeza pelo facto de os adultos nem sempre saberem apreciar a beleza que existe na Natureza e nos seres vivos… Mas, acreditava nos jovens e nas suas qualidades: talvez o mundo melhorasse um pouco…

O tempo voou e estava na hora da despedida… Antes, o meu novo amigo fez-me prometer que jamais esquecesse o Reino da Fantasia, que continuasse com coração de criança pela vida fora e que só praticasse experiências que ajudassem a melhorar o mundo e a espalhar o Bem. Prometeu-me que, sempre que eu estivesse triste, bastaria procurar uma árvore, olhar para a sua copa, abraçá-la, que imediatamente iria aparecer para me ajudar a esquecer os momentos difíceis…

Foi com o coração cheio de alegria e de agradecimento que parti em direção a casa, onde me aguardavam novas experiências e o enorme coração da minha mãe.

Mariana da Silva  – 7ºA

 

A coordenadora do Departamento de Línguas,

Graça Gonçalves

 


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