Exposição "À beira da Infância Encantada"Imprimir

Língua Portuguesa

No âmbito da comemoração do Dia Mundial da Criança, os alunos das turmas B e C do sétimo ano e A e B do nono ano foram desafiados pela docente de Português a redigir textos narrativos e poéticos alusivos ao período dourado da Infância. Os alunos do sétimo ano regressaram à sua tenra meninice e recordaram inocentes momentos pueris em textos verdadeiramente ternurentos.
Os alunos das turmas A e B do nono ano analisaram poemas de Fernando Pessoa e também eles contemplaram a infância encantada e o caminho do crescimento que se encontram a trilhar. A veia poética despontou, primeiro timidamente, depois com alguma segurança, pelo que coletivamente foram criados dois textos cuja qualidade permitiu a sua divulgação no átrio da escola, bem como a fotografia de quando os alunos eram petizes.
Que a criança que há em vós jamais fique a chorar à beira do caminho que tendes de percorrer: que o empenho, o brio, a alegria e a inocência estejam sempre presentes, na infância e na fase adulta!

A criança que sou alegra-se

A criança que sou alegra-se no sereno e oloroso jardim;
Entre as pomposas e aromáticas flores, a alegria brota como maravilhoso jasmim;
E vivo a inocência despreocupada e feliz que acaricia a roliça joaninha!
No choro liberto, a criança que sou cresce e alcança a suave e calorosa andorinha…

A criança que sou jamais chorará por ter ficado esquecida!
A criança que sou, quero-a para toda a vida!
Quero borboletas multicolores, irreverente acalmia, doce carinho, gloriosa liberdade neste meu jardim da Fantasia!
Quero desejos concretizados, ruidosas gargalhadas, estreitos abraços e sinfónica harmonia!

Debaixo da minha cama, silencio os ruídos e ofereço luminoso gesto risonho;
Que às horrendas criaturas lhes rouba o ar enfadonho;
Os monstros apaziguei, a espada em chocolate transformei, o medo em Sonho componho!

9ºA – Poema coletivo

A criança que sou teima em não querer crescer
A criança que sou teima em não querer crescer, da minha inocente alma fantasiosa não quer desaparecer;
Ela mora no colo de quem me é querido, mora no ventre da minha ternurenta e abençoada mãe;
A ingénua criança que sou brinca esquecida no reino da Fantasia, percorrendo todo o Além…
Sou como sou e nunca hei de mudar!

Criança serei para sempre até deixar de respirar!
O despreocupado menino que sou admira o colorido e cristalino arco-íris da Vida;
Despertou em mim, ansioso, pela enigmática aventura e arriscada Subida;
O sonhador ser que sou soltou a suave e serena Imaginação;

Se eu sou frágil menino e ficas a olhar-me, dou-te um alegre e ternurento sorriso e ficas para sempre a sonhar!
Venham as atribuladas quedas e os riscos!
A preciosa pureza perspicaz que me percorre jamais me levará à Perdição!

9ºB – Poema coletivo


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